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Alimentação e saúde mental

Alimentação e saúde mental

Você sabia que a alimentação pode melhorar ou atrapalhar diretamente a saúde mental?

Esse tema tem sido alvo de estudo bem recentes, mas os resultados são muito importantes, pois mostram que uma alimentação adequada diminui o risco de depressão, estresse, ansiedade, insônia, dentre outros desequilíbrios. Da mesma forma, uma alimentação inadequada aumenta os riscos de problemas mentais. A infância e adolescência é uma fase na qual o cérebro está em desenvolvimento. Dessa forma, a alimentação adequada é ainda mais importante.

 

Como então seria essa alimentação? Bem, o cérebro é um órgão gorduroso. Como toda gordura, sofre muito com oxidação, ficando inflamado com muita facilidade. Daí uma dica importante: como não produzimos gorduras poli-insaturadas, que protegem o cérebro dessa oxidação, elas precisam vir da alimentação! Ou seja: as gorduras que consumimos vão ter um impacto importante na saúde mental. O ômega 3, presente em peixes de águas frias como a sardinha, atum e salmão, é rico em ômega 3.

 

Comida, Viciado Em Comida, Assar, Salmão, Peixe

 

Bem como as sementes de chia e linhaça, mas que no caso são fonte de ômega 3 quando consumidas na forma de óleo. E isso é só o começo. Além do ômega 3, você pode fazer muito mais pelo seu cérebro.

 

Na prática:

 

Existem alimentos ricos em antioxidantes que agem impedindo a oxidação/ inflamação. E é muito importante que estejam na alimentação das crianças de forma cotidiana. 

 

São eles:

  • Cúrcuma: O açafrão da terra, tempero muito fácil de ser encontrado, pode ser adicionado em preparações como ovo mexido, arroz, carnes… e é ideal que sempre venha acompanhado de uma pitada de pimenta do reino ou caiena, para que a curcumina seja absorvida;
  • Cacau: consumido em forma de chá, adicionado em bolinhos com menos açúcar, ou mesmo em um chocolate – sendo o melhor o meio-amargo;
  • Combinações como: banana com aveia e amêndoas ou Arroz (se for integral, melhor ainda) com feijão: boas fontes do aminoácido triptofano, que ajuda na produção de serotonina: neurotransmissor da felicidade;
  • Chás como os de folhas de maracujá (atenção: não é a polpa, como muitos pensam), folhas de Melissa e flores de camomila: calmantes para o Sistema Nervoso Central, além de ajudarem em foco e concentração;
  • Cogumelos, espinafre, tomate, e alimentos crucíferos: brócolis, couve-flor, repolhos, couve, couve-de-bruxelas: fontes de GABA, neutransmissor relaxante;
  • Alho: super antiinflamatório. Pode ser usado no tempero do dia a dia. O ideal é que seja processado na hora de usar. Não use os prontos, que geralmente vêm adicionados de sal ou até mesmo glutamato (este, super inimigo do cérebro).

 

Falando em inimigos… Corra deles:

 

Algumas substâncias presentes em alimentos ou embalagens, atrapalham muito o funcionamento cerebral: é o caso do plástico, do alumínio, de toxinas como os agrotóxicos, além de conservantes e corantes…

 

E a oferta desses produtos alimentícios ultraprocessados para crianças é cada dia maior! Chamamos essas substâncias de Xenobióticos. Elas têm o poder de se fixar em gordura, e acham no cérebro um local ideal! Lá, atrapalham a sinalização dos nossos neurotransmissores, atrapalhando o foco, a atenção e o aprendizado, além de serem relacionadas a doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson (no caso do alumínio).

 

Jarras, Conservas, Geléia, Estante, Espalhar, Caseiro

Ou seja… A alimentação adequada passa pelo que devemos consumir, e também pelo que devemos evitar! Quanto menos alimentos de pacote, melhor! Para crianças, e também adultos, o ideal é evitar enlatados, plásticos, usar mais vidros. De panela, evite as de alumínio, sendo as de vidro, aço inox ou cerâmica as mais adequadas.

 

O caso do TDAH:

 

O TDAH é uma condição que tem sido muito mais diagnosticada nos últimos anos. Estudos mostram que o maior consumo de alimentos ricos em ômega 3, como peixes, óleo de linhaça, sementes de chia, melhoram o controle emocional e a o foco. Já o consumo de alimentos ricos em açúcar, bem como o glutamato (aditivo muito presente em produtos de pacotes como biscoitos), têm a capacidade de piorar muito os sintomas de crianças diagnosticadas com TDAH, deixando-as mais agitadas e com aprendizado prejudicado.

 

Resumindo

 

Criança precisa de comida de verdade: mais alimentos frescos, frutas, legumes, verduras. E

de menos exposição a alimentos de pacote e fast-food. E vale lembrar que a alimentação

não faz o trabalho sozinha. Atividade física e sono reparador (dormir cedo), junto com a

alimentação são a tríade perfeita para a boa saúde mental dos nossos pequenos.

 

Luciana Paz Verona

Nutricionista, doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde pela UERJ