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Não se faça nenhum mal, pois todos estamos aqui.

“Paulo gritou bem alto: não se faça nenhum mal, pois todos estamos aqui!” Atos 16.31

Essas palavras foram ditas ao carcereiro que estava prestes a cometer suicídio. Voltando um pouco na história, veremos que Paulo e Silas foram presos por proclamar o Evangelho na cidade de Filipos, especialmente após libertar uma mulher de um espírito que a atormentava (Atos 16.18). Eles foram punidos, açoitados e presos por fazerem o bem. Naquele dia, por volta da meia noite, quando estavam orando e cantando, houve um terremoto que abriu as portas dos cárceres e suas cadeias.

 
Ao invés de fugirem, Paulo e Silas resolveram salvar a vida do carcereiro, impedindo que ele cometesse suicídio. Para aquele homem todos os prisioneiros haviam fugido e não haveria perdão para sua falha em mantê-los presos.
 
Ele estava enganado! Paulo e Silas e os demais presos estavam ali, todos estavam ali. Vendo que o carcereiro, em profunda angústia e terror, havia puxado da espada para se matar, Paulo grita, se importa, socorre! Agiu assim, mesmo não havendo qualquer grau de parentesco ou amizade, pelo contrário. Pelo ensino de Jesus, Paulo era o próximo daquele homem, a pessoa que poderia ajudá-lo imediatamente.
 
Mas o que essa história tem a ver com os dias de hoje e o que podemos aprender com ela?
 
No Brasil, 32 pessoas cometem suicídio por dia e o número de casos entre crianças e adolescentes vem crescendo assustadoramente. Estamos em plena campanha de prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo.
 
Como sociedade, podemos, assim como Paulo, reagir positivamente a isso. Todos nós convivemos com várias crianças, adolescentes e jovens que podem estar passando por tempos de desesperança. Existem pessoas com o preparo para ouvir suas dores e medos, ministrar sobre suas emoções e ver seus pensamentos, e é nosso dever fazer com que essa ajuda chegue para todos.
 
Paulo optou por não fugir, antes escolheu amar o próximo, se importar e oferecer ajuda. Agora é a nossa vez. Cada vez que aconselhamos, ouvimos ou ajudamos uma pessoa, demonstramos o seu valor e afirmamos de várias maneiras que ela não está sozinha; há alguém que se importa o suficiente com sua vida e sua história.
 
Quem você ajudará hoje? Quem precisa ouvir que não está só?

 

Olhe a sua volta! Estenda a mão e diga: não se faça nenhum mal, pois eu estou aqui!

 

Luciana Falcão | Pastora e Coordenadora do Projeto Calçada no Brasil