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Bolsa Verde em aplicativo para aconselhamento de crianças e adolescentes

“Deus tocou os corações das crianças e falou-lhes de forma pessoal. Confirmamos sempre que o instrumento pode mudar, mas o Espírito Santo age da mesma forma.”

Declarou Clenir dos Santos, Diretora Internacional do Projeto Calçada, sobre o aconselhamento de crianças na capacitação do aplicativo da Bolsa Verde, que aconteceu entre os dias 21 e 24 de novembro, na sede do Projeto.

 

Ao todo 23 meses foram necessários para a criação do protótipo, fase de teste em 5 países (Brasil, Índia, Colômbia, Quênia e Uganda) e ajustes e produção da versão 2.0 Beta do aplicativo, quando foram “corrigidos alguns erros e criamos um painel para a administração dos aconselhamentos pelo Educador, pela Organização parceira e o Projeto Calçada.” – esclareceu Clenir, que ainda completou dizendo que “os resultados foram muito encorajadores. 90% das crianças melhoraram a autoestima, não apresentando nenhuma diferença da Bolsa Verde, ao contrário, tanto os educadores que aplicaram quanto as crianças acharam a experiência mais interessante e interativa.”

“Quando eu conheci o Projeto Calçada, em 2003, eu fiquei impressionada como uma metodologia pudesse ir profundo nas emoções das crianças e fosse capaz de curar suas feridas  e lhe dar uma nova visão da sua vida, da sua história. E foi assim que eu me apaixonei pela Bolsa Verde. E depois de todos esses anos trabalhando com o Projeto eu fiquei deslumbrada mais uma vez quando fui capacitada para usar o aplicativo da Bolsa Verde. É algo tão prático, tão interativo e com a mesma profundidade, porque a Bíblia está ali sendo contextualizada para a criança. Participar dessa capacitação foi um privilégio.” – declarou com alegria e emoção Luciana Falcão, Coordenadora do Projeto Calçada no Brasil.

Representantes de outros países fizeram parte da capacitação, como é o caso de Clícia Sathler Santos, a primeira educadora capacitada para atuar nos Estados Unidos, que sentiu-se muito motivada:

“Eu me sinto equipada, em condições de ajudar efetivamente uma criança nessa área emocional e espiritual. A capacitação foi muito importante. Sem ela eu não podeira voltar para os Estados Unidos e iniciar um trabalho. Foi a realização de um sonho de 5 anos, uma resposta de oração: poder trabalhar e atuar com crianças. Pois as crianças nos Estados Unidos podem não viver nas ruas, mas sofrem grandes abusos emocionais. Me sinto privilegiada em ser a pioneira!”

E também, a Educadora Graciela de Paula Rosa, do Paraguai, que disse ter desfrutado muito do aprendizado:

“Quatro anos atrás eu fiz a capacitação com a Bolsa e as figuras impressas. E, voltar para fazer a capacitação do aplicativo, foi muito bom! Consegui entender bem melhor. A forma digital vai ajudar em muito as crianças com que eu trabalho. É muito simples e ajuda mais a fluidez  do processo. Com o aplicativo o educador consegue focar mais na criança.”

Pronto em 3 línguas: português, espanhol e inglês, e com previsão de tradução para o francês e o árabe as capacitações vão se tornar muito mais práticas. Atualmente o processo necessita de impressão, plastificação, estoque, importação e exportação do material. A partir de agora, somente será necessário baixar o app no tablet.

 

Graças à doações como de um grupo de brasileiros da Christ Journey Church em Miami; da Walnut Baptist Church em Nova Jersey; e a Eastpoint Community Church, em Kentucky, e o trabalho voluntário de desenvolvimento de software do Filipe Xavier,n esta versão 2.0 Beta começará a ser usada imediatamente pelas educadoras capacitadas, mas ainda em fase de teste. Todos os ajustes serão feitos neste período. O lançamento oficial será em junho de 2018, quando é comemorado os 18 anos do Projeto Calçada.

“A partir disso, pretendemos implantar o Projeto Calçada com o app em 6 países da América Latina (Guatemala, Paraguai, Chile, República Dominicana, Haiti e Peru), e as portas estarão abertas para avançarmos no Oriente Médio. Precisamos levantar recursos para os tablets, mas acreditamos que Deus estará conosco como tem estado sempre.” – finalizou Clenir.